LIBERTO BRANCO, Capitão, Presidente do Núcleo de Abrantes, exerceu funções no período de 25 de Junho de 1985 a 30 de Julho do mesmo ano, tendo abandonado o exercício das mesmas, por motivos de saúde. Nasceu em 21 de Novembro de 1912, na freguesia de Alvega, concelho de Abrantes. Filho de José António Branco e de Isabel Maria Branco. Era casado com D Maria Júlia Damas Branco, tendo contraído matrimónio em 23 de Março de 1946.
O Capitão Branco frequentou a Escola Central de sargentos no ano de 1957, tendo sido promovido a Oficial em 1/11/1959. Fez 3 comissões de serviço em Angola nos seguintes anos: 2/09/58 a 6/10/62 – 17/02/66 a 11/09/69 – 19/06/71 a 5/09/75. Além dos 25 louvores atribuídos por diversas entidades, foi condecorado com as Medalhas de Comportamento Exemplar, Cobre, Prata e Ouro, Medalha de Cobre de Assiduidade de Serviço no Ultramar, direito ao uso do distintivo relativo à Medalha de Ouro de Valor Militar, Medalha de Mérito Militar de 3ª Classe e Medalha Comemorativa das Campanhas de Angola com a legenda “1966/67/68/69” (fig. 43).
FERNANDO DA PIEDADE GONÇALVES, Capitão Pára-quedista, nasceu a 12 de Novembro de 1938, em Abrantes, na freguesia de S. Vicente. Filho de António Gonçalves Garrafão e Sofia da Piedade, ingressou como voluntário no Batalhão de Caçadores Pára-quedistas (BCP), no dia 11 de Abril de 1958, tendo concluído no mesmo ano o Curso de Pára-quedismo.
O Capitão GONÇALVES possui o Curso de Transporte Aéreo e Lançamento de Material (1966); Curso de Instrutores e Monitores de Pára-quedismo (1968) e Curso de Técnicas de Instrução (1972).
Tendo ascendido ao posto de Oficial a 7 de Setembro de 1972, o Capitão Gonçalves prestou serviço nas ex-provincias ultramarinas de Angola “18/11/68 a 15/10/69”, Moçambique “20/10/63 a 01/07/66” e Guiné “15/09/68 a 15/10/69” e de “0311/73 a 2309/74”. Dos diversos louvores que espelham a sua conduta, ao longo da sua vida militar, sobressaem nos mesmos as acções em combate, sendo-lhe conferido o direito ao uso da insígnia da condecoração colectiva da Medalha da Cruz de Guerra de 1ª Classe, concedida ao B.C.P. 31. É igualmente condecorado com as Medalhas Militares de Comportamento Exemplar “Cobre” e “Prata”; Medalha de Mérito Militar de 4ª Classe e Medalha Comemorativa das Forças Armadas ao Norte de Angola.
Depois de passar à situação de Reserva, em 1 de Março de 1984, o Cap. Gonçalves, exerceu funções directivas como Tesoureiro e como Presidente do Núcleo de Abrantes, desde 31 de Julho de 1985 a 21 de Setembro de 2004, data em que a Direcção Central da Liga dos Combatentes aprovou o seu pedido de exoneração do cargo e nomeou uma Comissão Administrativa, de forma a preparar a realização de eleições para o triénio 2005/2007, eleições essas que aconteceram em 20 de Novembro de 2005 (fig. 44).
JOÃO MANUEL FONSECA TAVARES
Convidado pelo então Presidente do Núcleo, Cap. Fernando da Piedade Gonçalves, para desempenhar funções de Tesoureiro, tomou posse no dia 28 de Maio de 2004, em substituição do Senhor Cap. Álvaro Salgueiro Ferrão (Acta n.º 2/2004).
Em virtude do pedido de exoneração do cargo de Presidente do Núcleo apresentado pelo Senhor Capitão da Piedade Gonçalves, e, de acordo com os presentes na reunião constantes nas Actas n.º 6 e 8/2004, foi decidido atribuir o cargo de Presidente da Comissão Administrativa ao Sargento Mor Tavares a partir de 23 de Setembro de 2004, com a finalidade de preparar eleições para o Triénio 2005/2007.
A ausência dos sócios em fazer parte de uma Direcção para o Núcleo, leva a que o SMor Vieira, Tesoureiro da Comissão Administrativa proponha aos restantes elementos directivos a nomeação do SMor Tavares para cabeça de lista às eleições do Triénio 2005/2007.
Após eleições no Núcleo, é nomeado no dia 25 de Janeiro de 2005, Presidente da Direcção (Acta 14/2005) (foto encontra-se na Sede do Núcleo da Liga dos Combatentes de Abrantes).
AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
Ao Director do Jornal de Alferrarede, Manuel Martinho, por ter publicado a História da Sub-Agência da Liga do Combatentes da Grande Guerra de Abrantes.
AGRADECIMENTOS
Pelas facilidades concedidas para a pesquisa do presente trabalho:
À D. Maria André Fernandes Monteiro, que através de mim e do então Presidente do Núcleo Piedade Gonçalves, fez a doação ao Núcleo da Liga dos Combatentes de Abrantes do espólio do seu tio Capitão Joaquim de Matos Guedelha composto por: Medalha de Mérito Militar de 3ª Classe; Medalha Comportamento Exemplar Grau Ouro e Prata, Medalha Comemorativa Norte de Angola 1965/1967, Medalha Comemorativa das Campanhas, louvor do Exmº General Comandante da RMA e Carta Diploma da Escola Central de Sargentos, que foram entregues ao Núcleo da Liga dos Combatentes de Abrantes, onde se encontram expostas.
Ao Sr Eduardo Manuel da Luz Ribeiro Ruivo da Silva, pela cedência da foto do seu tio João Ruivo da Silva.
À Srª D. Maria Guilhermina Alves da Silva Malhou Zúniga Santo, pela amabilidade que teve em me receber na sua cassa e ceder a biografia e foto do seu pai Coronel Abel Malhou Zúniga.
Ao Sr. Carlos Marchão pela cedência da foto de seu pai, Capitão Casaca.
À Divisão de bibliotecas e arquivos (AHCA), pelo apoio concedido durante as pesquisas de elementos que se julgavam perdidos e de interesse para a história da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, nomeadamente as maquetas dos dois monumentos da Grande Guerra 1914/18, que pelo seu valor histórico, são de restaurar.
À Srª D. Maria de Lurdes Simões Videira, pela cedência da fotografia de grupo do Liceu de Abrantes do ano de 1935, onde se encontra o 1º Presidente da L.C.G.G. de Abrantes, Sr. Tiago Dias do Nascimento.
REPAROS
O memorial que se encontra à entrada do Convento de S Domingos, pela sua importância histórica, merece uma atenção mais cuidada. Azulejos em falta encontram-se algures guardados na Biblioteca da C.M.A.
BIBLIOGRAFIA
J.A. 1236 de 6 de Abril de 1924
J.A. 1246 de 13 de d Julho de 1924
J.A. 1300/1 de 16 e 23 de Agosto de 1925
J.A. 1319 de 1925
J.A. 1492 de 21 de Abril de 1929
J.A. 1542 de 6 de Abril de 1930
J.A. 1542 de Abril de 1930
J.A. 1543 de 13 de Abril de 1930
J.A. 1572 de 2 de Novembro de 1930
J.A. 1583 de 18 de Janeiro de 1931
J.A. 1648 de 17 de Abril 1932
J.A. 1673 de 9 de Outubro 1932
J.A. 1814 de 23 de Junho de 1935
Foto a (Coreto) – retirada da Revista ZAHARA n.º 1 de Maio 2003 Pg. 63. Artigo de Carlos Vieira Dias
Fotos 16 b, c, d, f e g – Cedidas pelo Director do Jornal de Alferrarede, Manuel Martinho
BIOGRAFIA DO AUTOR Durante o tempo que permaneceu no Núcleo da Liga dos Combatentes de Abrantes, informatizou o sistema de fichas individuais e quotas, pesquisou e elaborou a História da Sub-Agência dos Combatentes da Grande Guerra de Abrantes, com posterior publicação no “Jornal de Alferrarede” e revista “ZAHARA”, propôs aos órgãos directivos o dia 29 de Setembro (1923)para “Dia do Núcleo”, e distribuição de medalhas e diplomas aos sócios com 25 de associados, elaborou a “Folha do Combatente”, elaborou os dossiers destinados à recuperação da “Estátua” do Monumento aos Mortos da Grande Guerra e “Edifício do Núcleo” e, após pesquisa intensa expôs na Sede do Núcleo, as fotografias de todos os presidentes e comissões Administrativas até então conhecidos (1923/2005).
JOSÉ GARCIA MARQUES GODINHO, Major de Infantaria, Presidente da Direcção da Agremiação de Abrantes nos anos 1924/1925 e 1934/1935, foi sócio n.º 58 da Sub-Agência da Liga dos Combatentes da Grande Guerra de Abrantes. Da sua biografia sabe-se ter nascido em 1881, nas Galveias, e ter servido no C.E.P. (Corpo Expedicionário Português) em França. Numa fotografia, enquanto Comandante do RI2 em 1939, o então Coronel Godinho apresenta as mais altas condecorações. Igualmente sabe-se, pela “Cronologia de Abrantes no SÉCULO XX”, de Eduardo Campos, que o General JOSÉ GARCIA MARQUES GODINHO foi preso por envolvimento numa conspiração contra o regime em 21 de Julho de 1947. Em 24 de Dezembro do mesmo ano, morre no Hospital Militar da Estrela. Casou com D. Palmira Pimenta de Almeida Beja Marques Godinho, natural de Abrantes, onde residia em diversas ocasiões, sendo em continuados anos Comandante do Regimento de Infantaria N.º 2. Em 1946, foi um dos 46 signatários do Pacto dos Oficiais do Exército e da Marinha de Guerra Portuguesa, cujo objectivo era o afastamento de Salazar. Em 30 de Janeiro do ano seguinte, a viúva do General é detida durante cerca de 15 dias após requer à Polícia Judiciária a investigação das circunstâncias que rodearam a morte do seu marido, que foi sepultado no cemitério municipal de Abrantes
D. LUÍS DA COSTA MACEDO, Major de Engenharia, tomou posse como Presidente da Direcção da L.C.G.G. de Abrantes em 1926. Durante a sua direcção, foi projectado o Congresso Nacional do Combatente, tendo sido convocada a reunião no Regimento de Artilharia N.º 8. Em simultâneo com a presidência da Liga, o ilustrado Major fez parte da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Abrantes onde às suas custas fez o projecto do Bairro Operário, o primeiro projecto do edifício da Assembleia e da Sopa dos Pobres. Se como militar e Presidente da Sub-Agência da Liga de Abrantes pouco se sabe, como Vice-Presidente da C.M.A. foi o mais estimado amigo que o povo Abrantino alguma vez teve. As suas qualidades de Engenheiro Militar foram postas ao serviço da autarquia, desprezando as sequelas políticas vividas então
JÚLIO SERRAS PEREIRA, Capitão de Infantaria no R.I. N.º 2 em Abrantes, nasceu no Sardoal no ano de 1893 e faleceu nesta cidade no ano de 1972. Combatente da Grande Guerra, esteve na frente de combate na Flandres (França), onde ganhou a Medalha de Cruz de Guerra. Das muitas condecorações que ostentava, salienta-se a Medalha de Mérito Militar e o direito ao uso do distintivo especial da condecoração da Torre e Espada, a maior condecoração portuguesa, por feitos relevantes em combate.
ABEL MALHOU ZÚNIGA, Capitão de Infantaria no R.I. N.º 2 em Abrantes, foi Presidente da Sub-Agência da L.C.G.G. de Abrantes em 1932/33. Nasceu a 9 de Julho de 1888, filho de João Sanz Zúniga e de D. Antónia Carolina C. M. Zúniga, ingressou como voluntário no R.I.3. Em Novembro de 1912, foi colocado no Regimento de Infantaria N.º 2 Abrantes. Combatente da Grande Guerra 1914/18, esteve por duas vezes na frente de combate, precisamente em La Lys, de onde enviou diversas fotografias aos familiares e amigos em Abrantes. Em 1941/43, fez parte das Forças Expedicionárias a Cabo Verde. Oficial distinto foi Comandante do R.I. N.º 2 em 1945/46. Possuidor de diversos louvores, foi condecorado com a Medalha de Mérito Militar, Ordem Militar de Avis, Medalha de Comportamento Exemplar grau cobre, prata e ouro, Medalha das Campanhas do Exército Português, com a Legenda França – 1916, Estrela de Prata Medalha da Vitória e ferrrageie da Cruz de Guerra de 1ª Classe por condecoração da Bandeira do R.I. 22. O Coronel Zúniga, após quarenta e dois anos de serviço, passou à situação de reserva na Cidade de Abrantes em 9 de Julho de 1948. Foi Sócio fundador n.º 4 da Sub-Agência de Abrantes.
JOSÉ GARCIA MARQUES GODINHO, Major de Infantaria, Presidente da Direcção da Agremiação de Abrantes nos anos 1924/1925 e 1934/1935 


Destinado à profissão de relojoeiro, aprendiz aos 20 anos de idade (assim escreveu seu pai num documento de recenseamento em 1920), este cidadão Abrantino cedo dedicou a sua mestria às artes, levando a que a “Cidade Florida”, fosse conhecida dentro e fora das nossas fronteiras.
Filho de Alfredo Alves da Silva 
Depois de tanto ter dado à sua terra (06 Janeiro de 1934 até á data da sua morte 30 de Janeiro de 1981), ser recordado numa “Sala Museu” é a melhor forma de perpetuar a sua memória.
João Augusto, sabendo o interesse que tenho por velhos papéis, levou-me ao interior da casa que viu nascer o mestre Henrique. No chão, no meio de jornais sem interesse e em velhos baús apodrecidos pelo tempo, envoltos em muito pó, encontrei um pouco mais da história do “Velho Orfeon” e dos seus bastidores.
Documentos e objectos pessoais do Maestro, óculos, caneta e isqueiro personalizados a centenas de partituras e manuscritos sobre o “Orfeon Pinto Ribeiro”, alguns gracejos políticos da vida Abrantina (escritos e impressos) vividos na época, de tudo um pouco foram encontrados.
Várias são as partituras especialmente escritas e assinadas pelo Maestro Pinto Ribeiro, em exclusivo para o “Orfeão”.
Num dos livros, onde constam os adereços e material destinado às peças de teatro que se realizavam com assiduidade em Abrantes (Cine Teatro da Misericórdia e Teatro Taborda), fica-se a saber ter existido um cenário com a Praça de Touros de Alferrarede (Quinta do Bom Sucesso), feito pelo pintor Abrantino José Paulo Fernandes Júnior, que provavelmente se encontrava no Teatro Taborda. 


Não sendo este espólio de desprezar, muito menos será “uma salva de prata do Orfeão Pinto Ribeiro ao Regente H.S.S. do Grupo Coral 6-XII-51”, “uma batuta inteiramente de prata dos “Antigos Orfeonistas do Maestro H.S.S. na reaparição do Orfeão Abrantino Pinto Ribeiro 6-XI-951”, “uma cigarreira de prata personalizada com o nome Henrique”, “uma cigarreira (porta tabaco) de prata personalizada com o monograma HS”, “um porta batuta e batuta de madeira”, “uma batuta de madeira com o punho de prata com a inscrição H.S.S. 25-XII-935”, “duas batutas normais”, lamirés, um “valioso” violino, com etiqueta original do fabricante Italiano “Nicolaus Amatus – Fecit – In Cremona 1646” (

De todo este espólio sobressai igualmente, uma profusa e valiosa colecção de discos em vinil, de música clássica, que eram para o Maestro a “menina dos seus olhos”.
Mostrando interesse neste espólio (após proposta), a Vereadora da Cultura Dr. Isilda Jana, envidou esforços para que documentos e objectos pessoais do Maestro, dispersos em três locais diferentes, fossem entregues pelos doadores, D. Maria Manuela de Jesus Campos, Maria Fernanda Janeiro, João Augusto e José Manuel d’Oliveira Vieira, o que aconteceu no dia 24 de Janeiro de 2008. 

De real importância, o espólio agora entregue ao Director da Biblioteca António Botto, Dr. Francisco Lopes – Arquivo Histórico de Abrantes, composto por peças únicas, depois de inventariado e catalogado por pessoal especializado do A.H.C.A. será, apresentado em sessão pública.
Além das peças já referenciadas, foi ainda oferecido à Biblioteca de Abrantes, uma colecção de bengalas e dois álbuns “orientais”, com fotos e postais raríssimos, que foram pertença do pai do maestro, Alfredo Alves da Silva, também ele ligado ao “Orfeon Abrantino” como dirigente e coralista durante muitos anos. Álbuns, fotos e postais, referem-se aos anos 1900/1901 e 1905/1907, quando Alfredo Alves da Silva esteve em Macau e França (I Grande Guerra).



Mudam-se os homens, mudam-se as vontades.
Mudam-se os homens, mudam-se as vontades e por vezes até estes mudam de cor.
Refiro-me como é evidente ao Dr. António Augusto da Silva Martins, campeão internacional de tiro, com estátua no Jardim do Castelo, e, em cuja base se encontra uma placa de homenagem da“Sociedade de Tiro N.º 2” (Antigo Grupo Pátria).









