(Artigos Autor publicados Jornal de Alferrarede nºs 262AGO2007 e 268FEV2008 - alterados para blog)
RECUPERAÇÃO DE UM ESPÓLIO
Estavam destinados ao maior arquivo do Concelho de Abrantes, a “lixeira”.
Não tivessem sido resgatados a tempo, documentos considerados importantes na vida do Maestro Henrique dos Santos Silva e “Orfeon Abrantino Pinto Ribeiro” estariam hoje reciclados, prontos para um novo ciclo.





Depois de tudo já ter sido escrito e dito do Maestro, quem foi, o que fez, onde actuou, nada mais resta senão justificar a razão porque se escreve mais uma vez deste distinto músico, que durante meio Século foi reconhecido no meio musical do país.


Das muitas peças recuperadas ao lixo, destacam-se as operetas: “A Herança do Capitão-mor” e o “Milhafre” que ficaram na memória de quem assistiu e actuou no antigo “Orfeon”.
Um “Hino Marcha”, dedicado aos “Combatentes da Grande Guerra de Abrantes” e destinado a realizar fundos para o futuro Monumento aos Mortos da Grande Guerra é outra das peças encontradas.

Programas de espectáculos e recortes de Jornais da época (1929/1936) mostram quanto o Maestro Henrique Santos Silva deu em prol da cultura a esta terra.












Com esta iniciativa, Abrantes que já deu o nome do distinto Maestro Henrique Santos Silva a uma Rua da cidade, verá assim salvaguardada uma parte importante do seu espólio.

Em falta fica a peça que mais gozo dava ao distinto maestro: o Piano.
Devolvido à comunidade, todo este espólio irá servir para comemorar o aniversário do nascimento do Maestro, que se fosse vivo faria 100 anos no dia 18 de Setembro de 2010.
*Numa velha agenda Alemã, Alfredo Alves da Silva (pai do Maestro), descreve relatos diários dos bombardeamentos recíprocos, durante a I Grande Guerra, na fronteira a Norte de Moçambique (Rio Rovuma), entre Portugueses e Alemães. Este diário e cartas, por serem inéditos e escritos por um militar da Guarnição de Abrantes, sócio nº 133 da Liga dos Combatentes da Grande Guerra de Abrantes. Em tempo oportuno irão estes relatos de guerra ser publicadas numa página de “COISASD’ABRANTES”.




"O VIOLINO"
Não tocava um violino Stradivarius, no entanto, a forma como o Maestro fazia eclodir o peculiar som ao seu violino “Nicolaus Amatus – Fecit - In Cremona 1646” é descrito assim por A. Santos no "Jornal de Abrantes nº 4884, pág. 7 de 28-3-97":
“Henrique Santos e Silva, como violinista era um executante que pedia meças a qualquer bom profissional. Por isso, foi convidado para primeiro violino da então grande Orquestra da Emissora Nacional. Mas quê, sair de Abrantes? Nem pensar. E assim se perdeu um elemento de grande valor.
Alves Coelho (filho), inspirado e famoso compositor, era um pianista espectacular (despia e vestia o casaco a tocar piano), mas não era um pianista clássico para poder acompanhar correctamente o violinista sério que era Henrique Silva e este dizia-me que nunca se sentira tão envergonhado por causa do acompanhamento que tivera”.
“Henrique Santos e Silva, como violinista era um executante que pedia meças a qualquer bom profissional. Por isso, foi convidado para primeiro violino da então grande Orquestra da Emissora Nacional. Mas quê, sair de Abrantes? Nem pensar. E assim se perdeu um elemento de grande valor.
Alves Coelho (filho), inspirado e famoso compositor, era um pianista espectacular (despia e vestia o casaco a tocar piano), mas não era um pianista clássico para poder acompanhar correctamente o violinista sério que era Henrique Silva e este dizia-me que nunca se sentira tão envergonhado por causa do acompanhamento que tivera”.
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