Para recordar os trajes usados pelos miúdos e graúdos no Carnaval em Abrantes publica-se as imagens não editadas que fazem parte do espólio de negativos propriedade de José Vieira:
Translate
ABRANTES - 1919 A 1945 (A BRASA À SUA SARDINHA)
ABRANTES - 1919 A 1945
Foram 28 anos de alta tensão em
Abrantes. Candidatos aos pelouros municipais, com politicas bem
conhecidas, cada um à sua maneira tentou controlar os destinos do Concelho.
Nos meus arquivos, pasta referente
ao ano de 1836, fui encontrar três documentos, dois em letra tipográfica e um
outro dactilografado, que, pela sua leitura merecem ser conhecidos por fazerem parte
da já longa história politica de Abrantes.
A publicação destes documentos não
tem intenção de fazer juízos de valor. Cada um, de livre vontade abraça os seus
ideais conforme entende e quer. Por esse facto, os nomes dos visados aparecem
rasurados e a escrita está de acordo com os originais:
ABRANTES - ANO 1768 - UM JUIZ EM DEFESA DE UM POVO
ABRANTES – ANO 1768
JUIZ DE FORA DE ABRANTES FRANCISCO XAVIER DE VASCONCELOS BARBA
No blog “COISASD’ABRANTES”, mês de março 2017 e fevereiro de 2018, é referido a vinda para a então “Villa” de Abrantes dos “Voluntários Reaes” e a preparação dos “quarteis” (assim se chamava o aboletamento do militares em habitações particulares), nas antigas ruas da “Corredoira”, “Santa Iria” e “Rua da Esperança”, para instalação dos militares e despejo dos habitantes das referidas casas.
Segundo o verbete de Diogo Oleiro nº 055, o Regimento de Cavalaria dos Voluntários Reais permaneceu em Abrantes até 1770.
A
instalação dos Voluntários Reais em Abrantes não foi pacifica. Aquela que
parece ter sido a primeira troca de correspondência sobre o assunto data de
fevereiro de 1768, com o Conde de Oeiras a felicitar o Conde de Lippe por este enviar
uma carta circular aos comandantes dos regimentos, tendente a terminar com
os abusos verificados na elaboração das propostas, pela colocação de voluntários
reais no quartel de Abrantes (carta do Conde de Oeiras para o Conde de Lippe).
Em março
e junho de 1768 o marquês de Alvito,
marechal dos Exércitos informa Francisco Xavier de Vasconcelos Barba, juiz de
fora e presidente da Câmara de Abrantes(1), ter sido aprovado por
sua Majestade a resolução apresentada pela Câmara (carta do Marquês
d’Alvito para o Juiz de Fora e mais Oficiais da Câmara da Vila de Abrantes – 22
março 1768):
Fazendo prezente a Sua Magestade a rezolução q´ VMces tenhão tomado em beneficio desse Povo, e do seu Real Serviço nos Quarteis, que tinhão determinado pª o Regimento dos Voluntarios Reaes, que vão pª essa, foi o mesmo Sr Servido aprova-lo, e nesta conformidade mandei Ordem ao Coronel, que os aceitasse, encarregando-o ao mesmo tempo a boa disciplina , em que deve conservar o mesmo Regimtº, o que ele fará exactamente por ser um oficial muito distinto.
***********
Aprovada
a proposta da Câmara por Sua Majestade, as casas melhor situadas nas duas ruas
da “Villa” para servirem de quartel aos “Voluntários Reaes”, foram sendo
ocupadas pelos militares os quais iam exigindo estes cada vez mais privilégios
para si e famílias, desalojando os “paisanos” das sua habitações.
Não
se conformando com a quebra de contrato e exigência dos militares, em junho de
1768, o Juiz de Fora de Abrantes(2), manifesta por escrito a sua
indignação ao Marechal do Exército, Marquês do Alvito (carta com tês
folhas do Juiz de Fora de Abrantes Francisco Xavier de
Vasconcelos Barba, para o Marquês de Alvito, marechal dos Exército – 25 de
junho de 1768):
(1) À
data em que estive no Arquivo Histórico de Abrantes não encontrei documentos ou
cópias das cartas com a proposta apresentada pela Câmara de Abrantes ao Marquês
de Alvito. No blog “COISASD’ABRANTES” pode ver a RELAÇÃO DAS CASAS E SENHORIOS ONDE FICARAM ALOJADOS OS
VOLUNTÁRIOS REAIS EM ABRANTES, BEM COMO O RENDIMENTO AUFERIDO PELOS MESMOS EM
CONTRATO.
(2) Carta extensa, nalguns pontos quase elegível. É provável haver um ou outro ponto a necessitar de correcção pois a compreensão do texto foi de difícil leitura. As interrogações denotam a minha dúvida quanto à compreensão da escrita.
Nota: Correspondência entre o marquês de Alvito, marechal dos Exércitos, e Francisco Xavier de Vasconcelos Barba, juiz de fora e presidente da Câmara de Abrantes, sobre o despejo das casas de duas ruas para instalação do Regimento dos Voluntários Reais em: PT AHM-DIV-1-06-28-45_m0005.tif
UM DECRETO COM HISTÓRIA...
![]() |
| EM BAIXO - VER TRADUÇÃO |
FOTOS COM HISTÓRIA... (IV)
![]() |
| Porta de Armas: edifício é o local onde hoje se encontra o Parque Radical. |
![]() |
| Guarita: junto porta de armas e entrada Jardim Castelo |
![]() |
| Gabinetes: oficial de dia/sargento da guarda ficava lado esquerdo entrada porta de armas. Ao fundo lado esquerdo (foto) podemos ver a guarita e entrada Jardim Castelo |
![]() |
| Exercícios contra aeronaves |
![]() |
| Exercícios contra aeronaves |
![]() |
| Exercícios |
FOTOS COM HISTÓRIA... (III)
![]() |
| Rua Vale de Rãs à esquerda/Poço entrada Av. Antero de Quental/Av. Mário Soares à direita |

















































